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A viagem começa

Nossa aventura teve início no dia 4 de julho, um sábado frio de inverno. Um bom conselho para começar: procure não chegar em cima da hora na rodoviáriaPablo e Nando, durante a primeira parada (nós chegamos dois minutos antes do horário do embarque e quase perdemos o ônibus). Compre passagens para a noite, pois a viagem é longa (mais ou menos 20 horas com paradas) e entediante. De noite, você poderá pelo menos dormir: o ônibus (Pantanal Bus) é muito confortável e o trajeto é calmo e sem muitos buracos na pista (pela Rodovia Castelo Branco). Você atravessará todo o Estado de São Paulo, entrará no Mato Grosso do Sul, passará pela capital Campo Grande (tudo isso com algumas rápidas paradas para café, lanche e banheiro) e algumas cidades menores, como Aquidauana e Miranda. Se você sentar do lado esquerdo do ônibus, será presenteado com a belíssima paisagem do Pantanal com os charques, árvores retorcidas, garças e muitos outros tipos de aves do local.

Perigo sobre o Rio Paraguai
Antes de chegar em Corumbá, é preciso atravessar o Rio Paraguai sobre uma balsa.A balsa atravessa o PantanalOs passageiros tem que desembarcar do ônibus e embarcar na balsa a pé. Neste curto espaço de tempo, os viajantes correm sério risco de serem roubados. CUIDADO! De maneira nenhuma aproxime-se de qualquer roda de homens praticando jogos de azar, como o tradicional "adivinhe aonde está a pedra". É tudo uma grande encenação para pegar turistas. Quem demonstrar interesse ou curiosidade pelo alto valor das apostas será cercado pelo bando sem perceber e induzido a participar do jogo.Local de ação dos pilantras trapaceiros; fique longe daqui! Logo todos começarão a gritar e gesticular para deixar a vítima confusa. Quando perceber, o "otário" já perdeu dinheiro, sem nem perceber ou entender o que aconteceu. Falamos isso por experiência própria: um de nós acabou caindo na lábia dos falsários e perdeu mais de R$ 70. Se for enganado, segure a vontade de vingança ou de recuperar a grana perdida e saia dali rapidinho. Muitos dos caras estão armados, e nunca se sabe o que eles podem fazer.

Preparando para atravessar a fronteira
Ao chegar em Corumbá, escolha um hotel antes de pegar o táxi. O único albergue da juventude da cidade estava desativado quando fomos e não temos informação se voltou a funcionar (aqui está o telefone e o endereço se quiser arriscar). Beto tira um relax em seu triplex no Sallete HotelTambém é possível pedir abrigo na Universidade Federal -o taxista sabe aonde é- mas somente em dias úteis. Como chegamos no Domingo, ela estava fechada e não sabemos se isso realmente dá certo. A avenida Delamaré é a escolha ideal para quem quer pagar muito pouco, não liga para conforto nem se importa em dividir banheiro. Lá existem muitas opções de hotéis a menos de R$10 por pessoa. Nós escolhemos o Sallete Hotel. Prefira um quarto com ventilador, pois à noite o calor é de lascar.
A margem do Rio Paraguai é bem próxima dali e se você tiver sorte poderá curtir umVista da baía do Rio Paraguai belíssimo pôr-do-sol na beira do cais. Para comer, vá até a praça da Independência (a que tem um coreto no meio) e escolha uma das diversas lanchonetes ou restaurantes (não deixe de experimentar refrigerante de chimarrão!).Não há nada de especial para se fazer por aqui, então o ideal é atravessar a fronteira para a Bolívia o quanto antes. Para isso, é preciso pegar um ônibus que segue até a fronteira. Ele só sai pelae manhã, custa bem barato (pagamos R$ 1,15) e demora 15 minutos para chegar. Informe-se com moradores sobre os horários de saída. Se precisar ir ao banco ou fazer telefonemas (nos telefones públicos em forma de araras), faça tudo agora. Será seu último contato com a civilização brasileira em um bom tempo.

Próxima parada: Fronteira Brasil - Bolívia

Corumbá
Mato Grosso do Sul

Pop:
90.000 (+ ou -)
Clima: quente e úmido; muito quente de set. a jan..; fresco em jun-jul;
Caract: noites muito quentes; muitos insetos voadores;
Código de DDD: XXX+67
Cep: 79300
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onde dormir,
onde comer,
o que fazer,
como se mover,
como se comunicar

dicas importantes
e
coisas curiosas

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